| Eixos Tendenciosos I |
Em 21/10/97 foi o topo de um alta que reverteu com a chamada crise de Hong Kong.
Depois de cair até 12/11/97, com o pacote de novembro e mais a promessa de financiamento, pelo BNDES, para que as Empresas comprassem suas próprias ações para tesouraria, o mercado se recuperou até 15/04/98.
Neste ponto, face as pesquisas pré eleitorais que apontavam empate técnico entre LULA e FHC, o mercado apresentou uma secundária de baixa até 27/05/98; daí ensaiou uma recuperação.
Ligando o topo (21/10/97) com o fundo (27/05/98), podemos traçar um "eixo tendencioso" da baixa (linha verde 1 no gráfico abaixo).
Eixo, porque sobre o mesmo se desenvolveu uma senóide completa; de baixa, por ser descendente.
Ocorre que a linha de resistência traçada a partir de 15/04/98 foi varada, para cima, em 01/07/98 e re-alcançada, para baixo, em 12/08/98 e em 20/08/98, formando e definindo um segundo "eixo tendencioso" de baixa ( ver no gráfico linha verde 2 ).
Se a linha 1 fosse apenas um indicador de tendência de baixa, a linha 2 deveria ser uma paralela à primeira (linha 1).

Não é isso que se vê. Observa-se uma agressividade muito mais intensa no batimento da linha 2. Esta também apresenta a formação de uma senóide perfeita sobre seu eixo.
A interseção da projeção destas duas linhas, "eixos tendenciosos", aponta para a data 02/10/98, véspera das eleições gerais e para a Presidência da República.
Como simples analista, já posso suspeitar da pesquisa eleitoral que apontava empate técnico. Quem poderia afirmá-la ou negá-la ? Alguém teve acesso aos dados da pesquisa ? Como pode, num período longe dos debates e início oficial da campanha, a intenção de votos variar tão abruptamente, se não houve nenhum fato novo relevante que a isto justificasse? Poderia a pesquisa ser encomendada, ou dirigida, para viabilizar um ataque?
Ninguém sabe quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Mas é do conhecimento universal que a Política Econômica e a Política Pura são irmãs gêmeas.
Fica registrada a suspeita: a agressividade do ataque baixista representada pela linha 2, "eixo tendencioso" de baixa, pode denunciar briga de cachorro grande, com fins de influenciar o placar eleitoral.
Seguindo a tendência da formação dos "eixos tendenciosos" de baixa, agora no sentido dos ponteiros do relógio, vê-se, em 21/07/98, o início de outro ataque baixista, de maior intensidade e agressividade, baseado em inalações da debilidade da economia nacional face à crise internacional (?). Entenda-se: de alguns países, não dos mercados americanos e europeus que têm maior peso.
A linha vermelha 3, iniciada em 21/07/98, também com todas as características de "eixo tendencioso" de baixa, corta a linha 1 em 02/09/98. Para consolidar a força do ataque baixista, agência americana rebaixa a qualificação dos títulos brasileiros.
Aqui faço um parêntesis: na maior privatização brasileira, a da Telebrás, nenhuma operadora americana se interessou ou participou. Seriam bem informados que novas oportunidades poderiam surgir?
Seguindo a seqüência do movimento dos ponteiros do relógio e ainda para acontecer, assinalo os possíveis "eixos tendenciosos" 4, em preto, no gráfico e 5 e 6, em vermelho.
O "eixo 4" será o eixo abissal, o pânico total que, pelo visto, já se iniciou ou está prestes a se iniciar. Seria a queda em "parafuso".
Passo seguinte, o "eixo tendencioso" de baixa seria o 5 ou o 6. Não sou profeta para precisar onde este se inicializaria.
Contudo, este eixo passou do segundo para o primeiro quadrante e só seria possível analisá-lo com a matemática dos números imaginários. Não é admissível nem viável no campo real pois, nesta simulação, para os preços continuarem a cair, o tempo teria que andar para traz.
Hehehe Hehehe
Este eixo, pelo espaço que sobra, atuaria após as eleições.
Assim o LOBO prevê, como profecia gráfica científica, que após as eleições, independentemente do resultado eleitoral, extingue-se o interesse do ataque baixista.
Neste caso, a linha 5 ou a 6 se comportará como resistência sim, mas de alta.
Na hipótese de ocorrer o segundo turno, já que não sou profeta político, a conclusão acima fica adiada até a definição do vencedor.
Deste modo, apesar de muitos profissionais do mercado acharem que , com o estrago que o mercado sofreu nos últimos meses, a alta seria lenta, o LOBO afirma exatamente o contrário: a intensidade e a densidade da alta será da mesma grandeza qual foi a da baixa.
As indicações gráficas do "eixo tendencioso" são para a formação de um tremendo "V".
Não devemos nos esquecer que, a longo prazo, a Bolsa é um jogo de lucro zero ou maior que zero. Como a curto prazo as perdas são assombrosas, abriu-se espaço para uma recuperação portentosa. Lamentavelmente reconheço que os lucros e os prejuízos poderão ficar em mãos diferentes, mas isso faz parte do jogo.
Pelo exposto acima fica claro que o LOBO não é baixista, nem altista. O LOBO é realista.
A vantagem de se ir a Toca é que o LOBO fala antes de acontecer, com palavras simples e imagens claras. Depois, se vocês quiserem, não faltarão economistas, jornalistas, políticos e analistas de mercado para explicarem tudo o que aconteceu com palavras eruditas, estudos bastante aprofundados e teses de deixar qualquer um vesgo. Eles são muito cultos e preparados, reconheço, mas só que explicam tudinho depois de ocorrido, tempo passado.
Breve apresentarei uma análise fundamentalista para mostrar como e porque o mercado subirá muito forte após as medidas corretivas que o novo Governo deverá tomar, seja qual for este novo Governo.
LOBO ( Em 07/09/1998 )